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| São Dimas (ou Rakh), o Bom Ladrão, ao lado de Jesus |
Eu nasci numa família cristã. Desde a mais tenra idade, aprendi os fundamentos da religião. Tudo o que sou, devo à minha formação cristã. Lá aprendi a olhar para o próximo, a ser gentil, a não dizer obscenidades e a respeitar as pessoas.
Mas nos últimos anos, tenho visto um tipo de “cristão” que não quero nenhum tipo de associação. Pessoas que falam mal dos outros, destilam ódio e amaldiçoam seu semelhante. Pessoas de coração duro, sem empatia. Acham-se o “novo povo eleito”. Se Jesus viesse hoje ao Brasil, esses cristãos seriam os novos fariseus, saduceus e doutores da Lei.
Longe de defender bandido; entendo perfeitamente a insatisfação de muitos brasileiros acerca da situação de violência em que nosso país se encontra. Mas a violência, aqui, não pode ser explicada apenas por uma questão de caráter do criminoso. Questões sociais e econômicas também explicam parte do fenômeno. E devemos propor soluções sérias para esse problema difícil.
Eu não entendo o motivo de cristãos desejarem o mal a delinquentes. O cristianismo é uma religião que acredita na mudança e ensina-nos a não perder as esperanças. Tanto é que Jesus, na cruz, perdoou um ladrão (na tradição católica, ele é chamado de são Dimas). Quer exemplo maior que esse?
Houve um tempo em que fiquei afastado da religião. Tentei buscar respostas em outras religiões. Depois, tentei buscar no agnosticismo alguma posição confortável. Mas simplesmente não posso abandonar aquilo que sou, minha fé, que faz parte da minha essência e identidade. E agarro-me à figura de Jesus, porque ele é o exemplo. Ele foi humilhado e martirizado, mas não desistiu da sua missão e do seu amor por nós.

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